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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bonde no Centro

O projeto do "Bonde Histórico", como é nominado pela prefeitura, se constitui como uma das ações do projeto "Viva o Centro", e encontra-se em fase de estudo ainda, conforme informa o site da PMPA (http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/vivaocentro/default.php?p_secao=107#). A ideia é a de um bonde que sairá em frente ao Mercado Público, seguindo pela Sete de Setembro até a Praça Brigadeiro Sampaio, entrando na Andradas pela General Portinho, indo até o Gasômetro. Do Gasômetro volta pela Andradas até a Vigário, onde volta pela Otávio Rocha até o Mercado. Segundo uma reportagem de 25 de março de 2010, o bonde é tratado na prefeitura como âncora do projeto Corredor Cultural (http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2850400.xml&template=3898.dwt&edition=14360&section=1003&usg=AFQjCNE4U9FglUFupCRZ1kaSVFWtwmpMSA).
O site que me deixou mais curioso foi o Trensurb, que menciona inclusive um convênio assinado entre o Ministério das Cidades e a PMPA, pena que foi uma das únicas notícias que eu encontrei por lá (é de 2007: http://www.trensurb.gov.br/php/noticias/noticias_detalhe.php?pNoticia_id=774&pDestaque=0).
Segundo o arquivo em pdf na página do Trensurb "O trajeto conta com uma extensão de 1500m de trilhos e via aérea dupla. Dois bondes tipo “brill”
restaurados comporão a frota" (http://www.trensurb.gov.br/php/estudos_projetos/bonde.php).

Será que nosso Centro Histórico finalmente vai começar a ser paparicado?
Agora, antes do bonde, poderiam dar uma fiscalizada nas calçadas da Andradas?

domingo, 8 de agosto de 2010

CQC - Quem quer ser Prefeito de Porto Alegre

Independente das críticas ao CQC, fica a imagem para começar a conhecer os candidatos.

Muro da Mauá, última...

Eu estava olhando a galeria de fotos da Prefeitura de Porto Alegre no Flickr (http://www.flickr.com/photos/prefeituraportoalegre/) e me surpreendi com essa aqui:


São os armazéns do Cais do Porto, sem muro, sem Trensurb, só rua. Para os que não conseguiam imaginar isto, fica a imagem.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Porto Alegre Limpa: RBS Notícias


A sacada dessa iniciativa me lembrou aquela brincadeira de escrever "lave-me" (ou congênere) em vidro de carro muito sujo. O mais interessante é a abordagem da polícia até perceber que se tratava de limpeza e não pichação. E não é pichação? O que não pode é expressar uma ideia em público ou depredar o patrimônio público?
Queria ver como fluiria a situação se ele não tivessem um discurso pronto sobre ecologia e tal. Propaganda política pode? Se eu quiser parar por lá a noite e escrever alguma bobagem no formato de grafitti, não vou parar no palácio da polícia explicando a noite inteira o que estava fazendo?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sou só eu que reparo nisso?

Alguém já percebeu a semelhança entre o prédio número 891 da Andradas e o 708 da Sete de Setembro? Já que eu andei comentando que haveria uma reforma no da Andradas, olha um comparativo dos dois:

..................Andradas, 891...................................Sete de Setembro, 708..................

Eu acho incrível essa combinação de azulejos azuis e amarelos na fachada de ambos, e fico curioso para saber qual a origem destes prédios, principalmente para entender se a semelhança é devida a um estilo característico, da época da construção, ou se foram construídos pelo mesmo proprietário, que concebeu esse desenho.
A semelhança mais marcante para mim, além das cores e estrutura, é a simetria de números (três janelas, quatro colunas nos parapeitos, e até a sequência de três azulejos amarelos dentro de cada coluna). Posso até apostar que o prédio da Andradas teve sua fachada original alterada, sendo que as portas deviam ser em uma sequência de três, sendo a central maior, todas com arcos de vidro no topo (seriam claraboias de uma época em que iluminação natural era uma necessidade?).
Seria ótimo ver uma planta original desses prédios, ou mesmo fotografias do interior.

A escultura pública de Porto Alegre - História, contexto e significado

Esses tempos recebi uma recomendação de um amigo para um livro sobre esculturas públicas, e meio desconfiado da existência de tal achado, fui até a livraria do MARGS para ver se encontrava o dito. Pois encontrei e me surpreendi, pois não conseguia parar de folear o livro.
Não sei se é melhor pela qualidade do texto e fotos, ou pela ideia de catálogo de esculturas públicas, que é genial. Uma passada de olhos para conhecer a história daqueles monumentos já vistos tantas vezes, ou conhecer a obra pelo livro e depois procurar ela pela cidade, com o olhar mais atento.
Ainda não examinei com a atenção que este livro merece, e achei que faltou um pouco mais da relação social de determinadas obras com a comunidade, mas para o porte deste levantamento histórico e fotográfico, e pela qualidade das informações técnicas, além da identificação com informações padronizadas sob as fotografias, nem têm como se exigir mais (mas eu teria pago mais por uma edição com fotos coloridas e, em alguns casos, maiores).
Bela referência, verdadeira inspiração.

A escultura pública de Porto Alegre - História, contexto e significado
José Francisco Alves
Porto Alegre, ed. Artfolio, 2004.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

1° DESAFIO INTERMODAL DE PORTO ALEGRE

Não conhecia esse Desafio Intermodal, e não achei material sobre ele na internet, mas achei interessante a proposta desse vídeo, que faz um trajeto determinado, em horário determinado, com diversos veículos, entre eles bicicleta, carro, patins, cavalo e até cadeira de rodas (esse é fera). O trajeto começa no Mercado Público e termina no final da redenção, lá na José Bonifácio (sim, para mim a redenção termina ali). Detalhe, é no horário do rush 18:00 horas, Mercado Público!
O interessante é perceber que as pessoas se locomovem de diversas formas pela cidade (principalmente pelo centro), e que esse traslado não é necessariamente em veículos automotores. Nenhuma das modalidades me surpreendeu (só não vi ainda caiaque no Dilúvio). Mas a ordem de chegada faz pensar, será que os carros, motos e afins tem que ser tão priorizados em determinadas áreas da cidade?
Eu possuo um carro, preciso dele para determinados percursos, mas com certeza me locomoveria mais de bicicleta se tivesse onde deixa-la com segurança. Que adianta sair de casa de bicicleta e não ter onde deixar; vai ao banco, vai ao shopping, vai entrar em prédio comercial, e deixar a bicicleta onde? Passo correntinha nela e torço para estar lá quando eu voltar? Só depenada quem sabe? Já pensei em arranjar uma bem "chinelinha", mas acho que nem assim ia conseguir voltar com ela para casa se estacionasse em frente ao trabalho. Acha que faria diferença acorrentada?
Rotas específicas com prioridade para veículos alternativos (estou sendo generoso), e bicicletários públicos ou privados (quem me dera!), teriam um impacto curioso na circulação de pessoas e na estética do centro.
Quem sabe o negócio do futuro é ser dono de bicicletário?

Veja o vídeo e faça sua aposta.